terça-feira, 22 de maio de 2012

A CASA DE DEUS NÃO É UM EDIFÍCIO


Por Alan Capriles

Este é o primeiro vídeo da série intitulada “Verdades que todo o cristão deveria saber”. Nessa série pretendo expor algumas verdades que deveriam ser óbvias para qualquer seguidor de Cristo, mas que muitos parecem desconhecer. Meu propósito não é afrontar ninguém, mas ajudar a esclarecer aqueles que desejam seguir a Cristo com sinceridade. A série começa com a seguinte verdade:

A casa de Deus não é um edifício,
a casa de Deus somos nós.



É um equívoco chamar qualquer edificação humana de “a casa de Deus”. Estêvão, que foi o primeiro mártir cristão, expôs essa verdade em seu discurso aos judeus:

“Não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta:  O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?  Não foi, porventura, a minha mão que fez todas estas coisas?” (Atos 7:48-50)

“Não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas” - Não me admira que, logo após dizer isso, ele tenha sido apedrejado!

Paulo, o apóstolo, em seu discurso aos atenienses também declarou essa mesma verdade:

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas.” (Atos 17:24)

“Deus não habita em santuários feitos por mãos humanas.”

Mas, antes de prosseguir, quero esclarecer que não estou condenando que a igreja se reúna em um local mais amplo, seja ele alugado, construído, ou comprado. O que estou esclarecendo é que não devemos chamar qualquer templo construído pelo homem
de casa de Deus, porque fazer isso pode trazer graves consequências.

Mas, se um templo feito por mãos de homens não é a casa de Deus, qual é a casa de Deus? Em Hebreus 3:5,6 temos uma pista:
“E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;  mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.”

Segundo esse texto, a casa de Deus, onde Cristo habita, são aqueles que perseveram firmes na fé (até o fim). Essa fidelidade a Cristo comprova que alguém é habitação de Deus, tal como Cristo afirmou:

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra;
e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”
(João 14:23)

Deus faz morada em nós! Essa é uma verdade que todo cristão já deveria saber. Paulo fica admirado que os crentes de Corinto tenham se esquecido disso. Em 1Co 3:16 ele os censura com a seguinte pergunta:

“Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”

Como se vê, a casa de Deus não é uma edificação morta, mas é a igreja do Deus vivo, tal como Paulo declara em sua primeira carta a Timóteo:

“para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade.” (1 Timóteo 3:15)

Sendo assim, a verdadeira casa de Deus é uma edificação espiritual, como Pedro revela em sua primeira carta:

“também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.” (1Pedro 2:5)

E como Paulo também afirma em sua carta aos Efésios:
“vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.” (Efésios 2:22)

Mas, qual o problema de chamar de casa de Deus o local onde a igreja se reúne para cultuar? O problema é que, além disso não ser verdade, com o passar do tempo Os cristãos se esquecem de priorizar o seu relacionamento íntimo com Deus e priorizam o serviço entre quatro paredes. E, mais: acaba se investindo muito na edificação de templos, e no embelezamento dos mesmos, mas muito pouco na edificação de vidas.

Como o dinheiro arrecadado nas ofertas é usado para embelezar templos, acaba não sobrando o suficiente para o sustento daqueles
que poderiam se dedicar exclusivamente ao evangelho, razão pela qual os missionários passam tanto aperto financeiro e também não sobra nada para socorrer os irmãos que estão em necessidade.

A questão é que Cristo não nos mandou edificar templos, Cristo nos mandou edificar vidas.

Mas esta é uma verdade que pretendo mostrar em meu próximo vídeo...
Mais uma verdade que todo cristão deveria saber.

domingo, 29 de abril de 2012

ORAI PELOS QUE VOS PERSEGUEM


Por Alan Capriles

“Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?”
(Gálatas 4:16)

A perseguição é o custo por se dizer a verdade. Sempre foi assim. Como nada se pode fazer contra a verdade, muitos optam por denegrir quem disse a verdade, saindo do debate das ideias para o embate pessoal. Quando alguém age dessa forma, preferindo partir para ofensas e pré-julgamentos, geralmente é porque se esgotaram os argumentos da razão. No entanto, não nos esqueçamos de que a verdade só é ofensiva para quem decide permanecer no erro.

Tenho sofrido esse tipo de ataque nos últimos dias. Jamais imaginei que meu artigo intitulado “Jesus nunca foi evangélico” fosse causar tanto furor naquele que afirmou o contrário, ou seja, que Jesus teria sido evangélico. Mesmo apesar da consideração que tive em não citar seu nome, ou de não dar pistas sobre seu blog, e de nada eu escrever de pessoal acerca de sua pessoa (nada mesmo!) sua revolta pessoal contra mim foi despejada num artigo onde fui chamado de “briguento, violento, sem domínio próprio, beligerante, injusto e desrespeitoso”. E, adivinhem: nem uma só palavra para explicar como ele chegou a estranha conclusão de que Jesus era evangélico. Aliás, o artigo desviou desse foco, deturpando minhas palavras, dando a entender que eu havia criticado Lutero, Zwinglio e Calvino e que eu estaria condenando quem se rotula evangélico, atitude que eu jamais tomaria. Quem convive comigo sabe que sou totalmente contra discriminar pessoas, seja por sua opção religiosa, ou por qualquer outro motivo. Prova disso é que sou convidado a pregar em diversas igrejas evangélicas e tenho bom relacionamento com todos os evangélicos e católicos que conheço. Todos. Respeito a liberdade que as pessoas tem de colocar sobre si mesmas o rótulo que quiserem. Mas, dizer que Jesus era evangélico já é demais! Isso é como querer colocar um rótulo religioso no próprio Deus, razão pela qual não me calei. Jesus está muito acima de qualquer religião rotulada pelos homens.

No entanto, meu combate é sempre contra a mentira e não contra pessoas. Ao combater uma mentira que alguém tenha dito, não estou com isso chamando essa pessoa de mentirosa, mas refutando um equívoco que foi cometido, a bem da verdade. Nada além disso. Não é um ato de desamor, mas de amor! Quem ama, corrige. Ademais, minha ética não me permite citar o nome de quem tenha cometido o erro, a fim de poupar sua reputação. Foi assim que agi em “Jesus nunca foi evangélico” e é sempre essa mesma postura que adoto em todos os meus textos. Isso já ficou bem esclarecido no artigo intitulado “Prefiro acender uma luz”.

Mas é mesmo lamentável quando alguém sai do campo das ideias para o embate pessoal, pois isso é totalmente improdutivo. Não somente improdutivo, mas altamente nocivo ao reino de Deus. Para exemplificar, o jornalista que se levantou contra mim teve o trabalho de descobrir o site da igreja que pastoreio, não para se alegrar com o fato de eu publicar artigos que ele escreveu (o que comprova minha admiração por ele), mas para ridicularizar a foto em que estou abraçado com nossos irmãos em Cristo. Pergunto: O que ele conseguiu com isso? Somente uma porção de comentários me achincalhando, feito por pessoas que não tem a menor ideia de quem sou, magoando meu coração e o dos irmãos que pastoreio. E ele ainda condenou meu ministério, como se eu não fosse apto a exercer o pastorado. Que proveito isso trouxe para o reino de Deus? Teria sido proveitoso sim, se ele tivesse escrito um artigo explicando a frase na qual afirma que Jesus foi evangélico, mas, ao invés disso, preferiu colocar os evangélicos contra a mim, semeando contenda entre os irmãos, a prática mais abominável aos olhos de Deus. (Provérbios 6:16-19)

Chorei. Foi deprimente ler aquele texto, escrito não contra minha tese, mas contra a minha pessoa, numa clara demonstração de rancor e de vingança. E depois, como foi angustiante ler, ao longo da semana, tantos comentários que me apedrejavam e denegriam... Mas, a despeito de tudo isso, orei muito para não me ressentir contra qualquer um deles, a começar por quem me caluniou, pois não ignoro quem realmente está por detrás de tudo isso. Faço minhas também as palavras de Paulo, o apóstolo: “eu perdoo [...] para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.” (2 Coríntios 2:10,11 parte)

O fato é que nossa luta não é contra os ímpios e muito menos contra nossos irmãos em Cristo! (Efésios 6:11,12) Nossa luta é contra o maligno e suas mentiras; mentiras que oprimem as pessoas dentro de guetos, de rótulos e que as mantém divididas, longe da simplicidade e do amor do verdadeiro evangelho. Denegrir pessoas é sempre errar o alvo, pois o nosso real inimigo não é o homem, mas o pai da mentira, que é quem engana e escraviza o homem no pecado. (João 8:44)

Portanto, não pagarei o mal com o mal. Não me acho melhor do que ninguém. Não fortalecerei as trevas da soberba. Continuarei acendendo uma luz. Sei que só se pode vencer o mal com o bem. (Romanos 12:21) Fui apedrejado, mas minha escolha é perdoar. Fui difamado, mas minha escolha é, sinceramente, abençoar. (Rm 12:14)

Que Deus abençoe aqueles que me julgaram e condenaram sem nem sequer me conhecer. Que sejam livres do orgulho, do ódio, da vingança e do engano de todo sistema opressor. Que Deus os abençoe, em nome de Jesus. Amém.

“Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.”
(2 Timóteo 3:12)
" Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem"
(Jesus Cristo - Mt 5:44)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

JESUS NUNCA FOI EVANGÉLICO


Por Alan Capriles

Era só o que faltava! Na tentativa de defender a herança deixada por Lutero, Zwinglio e Calvino, já surgiu quem afirme (acredite se quiser) que “Jesus era evangélico”. Isso mesmo! E não somente ele, mas também os apóstolos – como se o termo evangélico, que hoje está denegrido, fosse inventado por eles.

Tamanha incoerência foi publicada no blog de um famoso jornalista e escritor, que se diz cristão. Segundo o autor do texto, somente os “apóstatas” já abandonaram o termo evangélico. E acrescenta: “Não fujamos como covardes. Fiquemos e defendamos o que é nosso por herança espiritual. Somos sim evangélicos, como Jesus o foi...”

Mas o problema é que Jesus não foi evangélico. Nunca foi e jamais seria! Afirmar o contrário não somente é uma mentira, mas também um absurdo.  Digo isso não apenas por causa desse termo, que só começou a ser usado há poucos séculos atrás, após a reforma protestante. Mas, digo isso, principalmente, porque a prática evangélica, desde sua origem, é muitíssimo parecida com a prática religiosa que o próprio Jesus combatia em seus dias.

Se você duvida, vejamos como são os evangélicos, em sua maioria (sejam eles reformados, renovados, pentecostais, ou neo-pentecostais) e perceba como se parecem com aqueles contra os quais Jesus redarguia.

Assim como os oponentes de Cristo, a maioria dos evangélicos:

- Amam os primeiros assentos nas igrejas, sobretudo os do altar;

- Fazem questão de ser chamados por seus títulos;

- Procuram vestir-se com suntuosidade, ao invés de simplicidade (algumas igrejas evangélicas mais parecem um desfile de moda);

- Pregam o amor, o perdão e a humildade que não vivem;

- Acrescentam doutrinas de homens ao puro e simples ensino de Cristo;

- Fazem propaganda de suas raras boas obras (aliás, raríssimas boas obras);

- Gostam (muito) de receber aplauso dos homens;

- Lutam por conquistar autoridade sobre os demais, para depois tratá-los como subalternos.

- Preferem investir tempo e dinheiro em seus templos, a investir tempo e dinheiro para socorrer irmãos necessitados.

- Amam as tradições mais do que a própria verdade.

Essa lista não é exaustiva. Mas ela nos basta para lembrar o quanto essa religiosidade evangélica, em todas as suas instâncias, se parece (e muito) com a mesma religiosidade hipócrita que Jesus abominava em seus dias sobre a terra. E o pior é que os evangélicos nada fazem para mudar! E quando alguém tenta voltar ao genuíno evangelho - da verdade, da igualdade e da simplicidade - logo é chamado de apóstata.

Sendo assim, como pode alguém pensar que Jesus faria parte desse cristianismo hipócrita que inventamos?

Mas, suponhamos que Jesus tentasse fazer parte do arraial evangélico. Caso isso ocorresse, não demoraria muito e ele seria excluído de qualquer denominação a que tentasse ser membro. E mais: os próprios evangélicos o recrucificariam! Por quê? Ora, porque a massa evangélica não tolera alguém que não se enquadre no sistema, mas que tenha coragem para denunciar abertamente suas hipocrisias. Assim como aqueles fariseus e saduceus, que não quiseram tolerar Jesus, a ponto de se unirem para o crucificar.

Portanto, lamento dizer, mas Jesus não seria evangélico. Ele está muito acima do cristianismo que inventamos. Basta uma simples releitura do Novo Testamento para se enxergar isso. Lutero, Zwinglio e Calvino que me perdoem, mas a reforma que eles fizeram não foi completa. Porque faltou a principal reforma: a reforma do coração.

“Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”
(Jesus Cristo – Mc 7:6)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A ESCOLHA ENTRE A VERDADE OU A TRADIÇÃO


Por Alan Capriles

Qualquer um que se aventure pela senda do conhecimento, mais cedo ou mais tarde terá que se decidir entre a verdade, ou a tradição. Lamento dizer, mas nem tudo o que aprendemos como verdade absoluta é, de fato, a completa verdade. Boa parte daquilo que aprendemos desde a infância nada mais é que um paradigma, sem muita consistência racional, mas consolidado por gerações como regra geral na sociedade.

A busca pelo conhecimento, no entanto, nos ajuda a identificar o que é verdade e o que é paradigma. Quando algum paradigma diz respeito a comportamentos sociais, ou a crenças históricas, o problema não costuma ser tão sério. Mas quando o paradigma diz repeito a assuntos religiosos, prepare-se para o martírio, pois não há nada que cause mais furor nas pessoas do que alguém questionar seu alegado relacionamento com Deus. Por mais que se comprove a verdade, muitos preferem continuar na prática daquilo que chamam de tradição. E a tradição é a continuidade daquilo que os antigos acreditavam, mas que ninguém se aventura a questionar, pois, afinal de contas, se crê nisso há tanto tempo, mas tanto tempo, que só pode ser verdade... Mas, nem sempre é verdade. Alias, quase sempre é mentira.

Jesus denunciava publicamente o erro das tradições religiosas de sua época. No chamado “sermão da montanha”, por exemplo, Jesus começa muitos ensinamentos com a frase: “Ouvistes o que foi dito aos antigos... Mas eu, porém, vos digo...” O que foi dito aos antigos era a tradição, aquele paradigma que ninguém ousava questionar. O que Jesus, porém, dizia era a verdade, a verdade que ele ousava falar. E todos nós sabemos o que os religiosos fizeram para calar Jesus.

Como se vê, dizer a verdade tem um alto custo no meio religioso, podendo custar a própria vida. Mas, na maioria das vezes, o preço por defender a verdade é ser chamado de herege, traidor, ou, no mínimo, esquisito. Não estou com isso dizendo que qualquer um que seja chamado de herege esteja com a verdade. Estou ciente que, mais do que em qualquer outra época, existem hoje muitas pessoas ensinando heresias destruidoras. Por outro lado, também existem aqueles que, por questionar alguma tradição religiosa, são taxados como hereges. E ninguém quer ser chamado de herege, pois isso significa perder amigos, familiares e, em alguns casos, a boa fama e o prestígio.

É justamente quando alguém se dá conta disso, do alto custo de se questionar uma tradição, que tal pessoa precisa escolher entre a verdade que descobriu, ou a crença equivocada de sua religião. E é lamentável que muitos eruditos prefiram a segunda opção. Tal como os intérpretes da Lei, a maioria dos eruditos da Bíblia tem a chave do reino de Deus, que é o conhecimento da verdade, mas não entram e, com isso, se tornam o maior empecilho para que os leigos sejam libertos pela verdade.

Como eu disse no início, qualquer um que se aventure pela senda do conhecimento, mais cedo ou mais tarde terá que se decidir entre a verdade, ou a tradição. Mas, perceba que, para se chegar à verdade, é preciso trilhar o longo caminho do conhecimento, caminho esse que também requer um custo, tanto financeiro, quanto mental e físico.

O custo financeiro é o dinheiro que você precisará gastar adquirindo livros, fazendo cursos, ou mesmo fazendo viagens para entrevistar pessoas, conhecer lugares e participar de eventos. Será necessário abrir mão de gastar dinheiro com vaidades, para se investir em conhecimento.  O custo mental é, obviamente, o esforço para ler livros, estudar contradições e chegar a conclusões. E o custo físico não é outro, senão abrir mão do descanso e da diversão para se dedicar a árdua tarefa de se buscar a verdade.

Mas existem algumas armadilhas na senda do conhecimento, a respeito das quais ainda pretendo escrever. Perigos tais como ficar fascinado por algum mestre, caindo no equívoco de não questionar mais nada que ele diga. Infelizmente, muitos caem nessa armadilha e ficam pelo meio do caminho, tornando-se discípulos de homens, e não discípulos da verdade.

Minha esperança, ao escrever este artigo, é que de alguma forma estas palavras o incentivem a continuar sua busca pela verdade. Você não a encontrará se permanecer sempre dentro do mesmo círculo. Você terá que abrir sua mente. Você não a encontrará a verdade se visitar somente livrarias evangélicas. Espero que você já tenha compreendido que uma coisa é ser evangélico, e outra, muito mais profunda, é ser discípulo de Cristo. Evangélicos, assim como católicos, amam suas tradições mais do que a verdade. Portanto, não tenha medo de ouvir e de ler o que outros têm a dizer, por mais que o seu meio religioso os condene como hereges. Talvez eles sejam mesmo hereges, mas talvez não. Você só poderá saber por sua própria investigação. Investigue! Talvez você descubra que alguns “hereges” são mais fiéis a Cristo que seus líderes religiosos, pois esses defendem suas complicadas tradições, enquanto aqueles defendem a simples e pura verdade... E quanto a você, qual é a sua escolha?

Alan Capriles

sábado, 7 de abril de 2012

A SEGUNDA PARTE DE "COMO ZAQUEU"

A segunda parte da história de Zaqueu, que Régis Danese não cantou em seu famoso louvor "Faz um Milagre em Mim" (Como Zaqueu):

Como Zaqueu
Quero dar aos pobres
A metade do que eu tiver
E se eu houver
Enganado alguém
Restituo quatro vezes mais

Pergunto, com todo o respeito:
- Por que será que o Régis Danese não cantou isso?
- E será que alguém aí ainda quer mesmo ser como Zaqueu?

"Entrementes, Zaqueu se levantou e disse ao Senhor: Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais."
(Lucas 19:8)

segunda-feira, 26 de março de 2012

JESUS CRISTO PROÍBE RIQUEZAS


“Juntar tesouro na terra 
é tão claramente proibido por nosso Senhor 
como o adultério e o homicídio.” 
John Wesley

Considere atentamente os seguintes ensinamentos do Senhor Jesus Cristo:

"Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração."
(Mateus 6:19-21)

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas."
(Mateus 6:24)

"Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui."
(Lucas 12:15 - confira também todo o restante desse capítulo)

"Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."
(Lucas 12:33,34)

"Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo."
(Lucas 14:33)

"É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus."
(Marcos 10:25)

Agora considere como viviam os primeiros (e genuínos) cristãos:

"Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade."
(Atos 2:45)

E, finalmente, considere o que ensinaram os (verdadeiros) apóstolos:

"Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.
Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão."
(1Timóteo 6:7-11)

"sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir"
(1Timóteo 6:18)

"Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo."
(Romanos 14:17)

"Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei."
(Hebreus 13:5)

E agora, seja franco ao responder esta questão:

- Mediante o exemplo deixado pelos primeiros cristãos, o ensino dos apóstolos e as ordenanças do próprio Senhor Jesus, é concebível que um cristão acumule bens, ou sequer deseje enriquecer? É concebível isso?

A verdade é que aqueles que não se contentam com o que possuem, nunca se converteram a Cristo. E o mesmo se aplica àqueles que têm muito além do que necessitam.

Esta é a verdade.

"Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?"
(Gálatas 4:16)

sexta-feira, 9 de março de 2012

QUEBRA DA MALDIÇÃO FINANCEIRA

Por Alan Capriles

Parece piada o que vou contar agora, mas aconteceu realmente. E aconteceu comigo! E seria cômico, se não fosse trágico...

Há poucos dias atrás recebi o telefonema de um querido amigo pastor, que me convidava para pregar em sua igreja no dia seguinte. Somente após o meu consentimento foi que ele explicou tratar-se da Campanha da Quebra da Maldição Financeira, na qual eu deveria pregar mostrando princípios bíblicos para os irmãos conquistarem sua casa própria, seu carro zero, entre outras coisas materiais. Imediatamente pensei em voltar atrás e recusar o convite, mas fui contido pelo Espírito Santo, que me conduziu a atendê-lo.

Sendo assim, no dia seguinte eu estava lá, pronto para pregar sobre a quebra da maldição financeira. Após o pastor me chamar ao púlpito, fiz os agradecimentos e anunciei aos queridos irmãos que me ouviam: "Fui informado de que esta é uma campanha para a quebra da maldição financeira. Pois bem, hoje vocês aprenderão a respeito da maior maldição financeira que existe... a avareza." 

Após um breve silêncio, prossegui, com o máximo de amor que consegui ter: "Se alguém veio aqui hoje para buscar a Deus por causa de uma casa própria, ou de um carro zero, ou mesmo de qualquer outro bem deste mundo... meu irmão, se este é o seu caso, você está muito enganado com Jesus e o seu evangelho. Muito enganado! E é isso que espero comprovar nessa mensagem, com a ajuda de Deus e baseado em sua palavra."

Em seguida, pedi aos irmãos que abrissem suas Bíblias no evangelho segundo Lucas. Uma vez que essa pregação não foi gravada, compartilho abaixo o esboço que usei. Ele não é muito técnico, mas garanto que foi rascunhado segundo a direção do Espírito Santo. Cada referência bíblica que aparece nesse esboço foi lida por mim naquela mensagem. Minha esperança é que você também as confira em sua Bíblia:

   Texto base: Lucas 12:13-21

   Introd.
   Ressaltar vers. 15
   A vida “não consiste na abundância dos bens”
   Em outras palavras:
   “A vida não consiste em ter”

   - Se a vida não consiste em ter, consiste em quê?

   A resposta está na parábola contada por Jesus (vv. 16-21)

   Ou seja:
   A vida não consiste em ter
   A vida consiste em ser.

   São dois estilos de vida totalmente opostos entre si:
   “Viver pelo ter” ou “viver pelo ser”

   - Por qual deles você vive?

   Viver pelo ter
   Quem vive focado no “ter”:
   - Fatalmente fará dos bens o seu maior tesouro (Mt 6:19-21)
   - Andará nas trevas (Mt 6:22-23) do egoísmo, da ansiedade, cobiça, inveja...
   - Não será fiel a Deus (Mt 6:24) 
   É como a semente entre os espinhos, que são crentes que não frutificam: Mt 13:22

   Por isso há tantos alertas quanto ao perigo das riquezas:
   1Tm 6:7-11
   Hb 13:5-6
   Lc 12:33-34

   Viver pelo ser
   Quem vive pelo ser, vive para:
   “ser uma nova criatura em Cristo Jesus”

   O nosso tesouro é Cristo!
   Por isso Paulo dizia:
   “para mim o viver é Cristo” (Fp 1:21)
   “vivo não mais eu, mas Cristo” (Gl 2:20)
   “que Cristo seja formado em vós” (Gl 4:19)

   Conclusão
   Seja rico para com Deus!
   Busque a cada dia se parecer mais com Cristo
   Fuja do amor ao dinheiro
   e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. (1Tm 6:11)

   Características essas que havia em Jesus, que nos ensinou:
   “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (João 15:12)
   Pois nisto consiste a vida...

Amado leitor, o que mais me surpreendeu foi que a igreja não rejeitou a mensagem que preguei. Pelo contrário, a aplaudiu! E digo isso somente para a glória de Deus, pois minha tarefa foi apenas a de expor Sua palavra. Isso me alegra, pois comprova uma tese que tenho: a de que as pessoas (independente da igreja) tem sede da Palavra, e não de ilusões. Por mais dura que seja a verdade, se ela for pregada em amor, os irmãos sairão do culto edificados e agradecidos, como os vi sair naquela noite. Aliás, houve até conversão!

Mas algo me entristeceu bastante. Foi quando o pastor, esse pastor que amo tanto, tentou justificar sua campanha (ou desfazer minha pregação), com a seguinte frase, dita durante a oração final do culto: "Mas, Senhor, quem não sonha com a casa própria? E quem não sonha com o carro zero? Quem, Senhor?"

Tive vontade de levantar a mão e dizer: "Eu, pastor! Eu NÃO SONHO em ter uma casa própria e também NÃO SONHO em ter um carro zero." Mas, de que adiantaria? Se nem a Palavra de Deus bastou para convencê-lo a sonhar em ser como Cristo, não são as minhas palavras, ou o meu exemplo, que o farão mudar de ideia. 

Por isso, prefiro orar. E orar, sobretudo, para que eu mesmo não esqueça de que devo somente ao Espírito Santo a compreensão pura e simples que hoje tenho do evangelho, pois não sou melhor do que ninguém. Alguém deve ter orado muito por mim. E assim como o Senhor me abriu os olhos, há de despertar também os demais pastores, se nos dedicarmos a orar mais por eles.

A Deus seja a glória para sempre. Amém.

sábado, 3 de março de 2012

UM CHAMADO À INTIMIDADE - PREFÁCIO

Ao receber o convite para prefaciar “Um Chamado à Intimidade” confesso que me senti completamente incapaz de fazê-lo. Não somente pela amizade que tenho com René Burkhardt, que me torna um tanto suspeito, mas também por conhecer seus escritos e saber da profundidade dos mesmos. Afinal, como definir o indefinível?

O máximo que posso fazer, e o faço com total sinceridade, é dizer do impacto que este livro causou em minha vida. Livro que, aliás, não poderia ter um título mais apropriado. “Um Chamado à Intimidade” é exatamente isso: um apelo urgente para nos achegarmos, desnudos de nosso ego, ao coração de Deus, ao cerne de sua vontade, revelada em Cristo Jesus. Desta forma, cada capítulo levou-me a uma sincera introspecção, na qual fui confrontado com minha soberba e total dependência do Espírito Santo para transformar, capacitar e conduzir o meu ser no caminho que devo andar.

De maneira que este não é meramente um livro para ser lido, mas um verdadeiro chamado de Deus para ser atendido. Sendo assim, o leitor perceberá que esta não é uma obra de rápida leitura, mas de necessária reflexão, na qual somos, por diversas vezes, levados a parar e meditar em nossas próprias vidas.

Aos que chegarem ao final desta jornada, posso garantir que não mais lhes pesará o fardo da culpa e da condenação. Em lugar disso, a compreensão de quem somos em Cristo Jesus: amados filhos de Deus, que nos chama para uma perfeita e maior intimidade com Ele.

Alan Capriles
_____________________

Faça o download gratuito de "Um Chamado à Intimidade", de René Burkhardt, clicando aqui.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

UMA RESPOSTA (PÓSTUMA) A GEORGE CARLIN


Por Alan Capriles

Um dos vídeos de maior sucesso na internet, especialmente entre os ateus, é o trecho de uma apresentação do comediante George Carlin, já falecido, na qual ele, que era também ateu, zomba de Deus:

“A religião foi capaz de convencer as pessoas de que existe um homem invisível, vivendo no céu e que vigia tudo o que fazemos, o tempo todo. O homem invisível tem uma lista de dez coisas que ele não quer que a gente faça. Se você fizer qualquer uma dessas coisas, o homem invisível tem um lugar especial, cheio de fogo, fumaça, sofrimento, tortura e angústia onde ele vai lhe mandar viver, queimando, sofrendo, sufocando, gritando e chorando para todo o sempre. Mas ele ama você!” (George Carlin)

As gargalhadas do auditório me motivaram a escrever uma reposta a George Carlin, ainda que póstuma. Porque creio que isso não seja mera zombaria. Essas gargalhadas revelam também a ignorância de grande parte da sociedade a respeito de Deus e a enorme parcela culpa que nosso cristianismo tem por essas pessoas agirem assim.

Segue-se minha resposta a cada frase dita por Carlin nesse vídeo:

1º) “A religião foi capaz de convencer as pessoas de que existe um homem invisível, vivendo no céu e que vigia tudo o que fazemos, o tempo todo.”

A religião, incluindo o cristianismo, pode ter inventado isso, mas não o Cristo. Em primeiro lugar, Deus não é um homem, pois não é um ser existencial e transitório. Nesse sentido, nem sequer é correto dizer que Deus existe, pois o existir depende de um criador. Deus não foi criado, Deus é. Por isso Jesus Cristo, que é Deus encarnado, disse: “antes que Abraão existisse, ‘Eu Sou’”.

Em segundo lugar, Deus não é um ser invisível. Deus está além e acima da matéria, razão pela qual Jesus afirmou que Deus é espírito.

Em terceiro lugar, a idéia de “céu” expressa por Carlin é um tanto infantil. Obviamente, ele desconhece que o lugar onde Deus habita não é o céu que está acima de nossas cabeças, mas sim, uma dimensão espiritual.

Em quarto lugar, a ocupação de Deus não é vigiar tudo o que fazemos. A questão é simplesmente esta: Deus já sabe até o que iremos fazer. Deus está acima do tempo. Isso não significa que Deus fique nos vigiando, muito menos “o tempo todo”, o que seria ridículo.

2º) “O homem invisível tem uma lista de dez coisas que ele não quer que a gente faça.”

A questão não é “que ele não quer que a gente faça”. A questão é que essas dez coisas, às quais Carlin se referiu, são as orientações de Deus para uma vida plena e sadia: os dez mandamentos. Se nós não os seguirmos, o problema será nosso, não de Deus. Ou será que Carlin preferia uma sociedade baseada na idolatria, na mentira, no roubo, no adultério, na cobiça, no homicídio, no trabalho sem descanso? Imagine o caos que seria, se todos decidissem viver assim, sem limites...

3º) “Se você fizer qualquer uma dessas coisas, o homem invisível tem um lugar especial, cheio de fogo, fumaça, sofrimento, tortura e angústia onde ele vai lhe mandar viver, queimando, sofrendo, sufocando, gritando e chorando para todo o sempre.”

Esse lugar, ao qual Carlin se refere, não existe. Pelo menos, não da maneira fantasiosa como ele o imagina: um “lugar especial”, para o homem “viver”.

Primeiro que não é um lugar preparado para o homem. O Livro das Revelações nos ensina que esse lugar de castigo eterno foi preparado para o diabo e seus anjos (os demônios).

Em segundo lugar, não há homem que nunca peque. Qualquer um de nós já transgrediu os dez mandamentos – e fizemos isso por diversas vezes. O pecado é inerente ao ser humano. Sendo assim, não faz sentido a expressão usada por Carlin: “Se você fizer uma dessas coisas...” Ora, todos nós já fizemos uma dessas coisas, cada um de nós. Ninguém é salvo pela Lei de Deus. A Lei serve para nos mostrar o quanto somos pecadores e estamos longe do padrão de Deus.

Em terceiro lugar, Deus não quer que tenhamos esse terrível destino. A vontade de Deus é que nenhum de nós pereça, mas que todos sejamos salvos. O fato é que o ser humano se afasta de Deus de tal maneira, que ele mesmo se condena, ao se tornar semelhante ao diabo, sendo egoísta, soberbo e mau.

4º) “Mas ele ama você!”

Nesse ponto Carlin acertou! Deus nos ama tanto, que nos permite escolher entre viver para sempre com Ele ou morrer sem Ele. Se alguém se agrada em viver como o diabo, não há nada mais justo que, após a morte, sua alma continue com o diabo. E Deus permite isso! O fogo eterno foi preparado para o diabo, mas todo aquele que se identificou com ele, o diabo, terá o mesmo destino. Seria uma injustiça da parte de Deus se não fosse assim, não é? Afinal de contas, alguém que não se incomoda em ser egoísta, soberbo e mau não iria querer o céu - um lugar de cheio de amor, justiça e bondade.

No entanto, para os que se reconhecem pecadores e estão arrependidos, Deus providenciou salvação em seu Filho, Jesus Cristo, que nos justifica de todo pecado. Nossa fé em Jesus não nos salva apenas do inferno após a morte, mas nos salva de sermos um diabo nesta vida. Quanto mais temos um relacionamento pessoal com Jesus, mais parecidos com ele nos tornamos.

E talvez seja isso que Carlin não tenha entendido. Mas eu não o culpo. Há muitas pessoas que se dizem cristãs, mas que continuam sendo egoístas, soberbas e más. São pessoas que conheceram o cristianismo, mas que, com toda certeza, ainda não conheceram o Cristo. Falsos crentes, que fortaleceram a munição para as piadas de George Carlin e que continuam aumentando a fileira de ateus pelo mundo.

Alan Capriles

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

SINTA-SE BEM... E VÁ PARA O INFERNO!

Por Alan Capriles

Como é que alguém decide em qual igreja deve congregar? O parâmetro, para muitos, é encontrar uma igreja onde se sinta bem. Não tenho nada contra, desde que o “sentir-se bem” não signifique "não ser jamais confrontado com seu pecado." O problema é que, geralmente, é isso mesmo que acontece. Há muitos crentes fugindo da confrontação com o pecado. Prova disso é o crescente número de igrejas para satisfazer a essa demanda, igrejas onde tudo é feito para o membro sentir-se bem.

É fácil, hoje em dia, encontrarmos igrejas que oferecem esse culto “light”, onde os membros são entretidos com danças, apresentações musicais e com pregações curtas e sensacionalistas, nas quais o pregador vocifera, impressiona, mas nada diz a respeito do senhorio de Cristo, do arrependimento de pecados e de se frutificar em boas obras. Em tais igrejas, onde o homem é o centro das atenções, nada pode ser dito que incomode o ouvinte. Afinal de contas – raciocinam os pastores dessas igrejas – “pra que correr o risco de perder o freguês, digo, o membro? Além de ele ser mais um em número para nossa igreja, seu dízimo é alto e ajuda a pagar o ar condicionado, os assentos acolchoados, a caríssima aparelhagem de som e o alto cachê cobrado pelos cantores gospel que chamamos para nossos muitos eventos.”

Mas eu lhes digo por que nós, pastores, não devemos esconder nada acerca do evangelho, mesmo incorrendo no risco de perder alguns membros da igreja:

Trata-se de uma questão de vida ou morte. Se não pregarmos o verdadeiro evangelho esses membros continuarão perdidos e estarão condenados ao inferno. E nós também!

Frequentar uma igreja e cumprir seu regimento interno não é garantia de salvação. Se nós, pastores, não ensinarmos as ovelhas a reconhecerem a voz do Sumo pastor, que é Jesus Cristo, e não as conduzirmos a um relacionamento íntimo com Ele, que resulte em santificação e na prática de boas obras, corremos o risco de termos uma grande e terrível surpresa, naquele grande Dia, como nos alertou Jesus:

“Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:22-23)

“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.
Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.
E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?
Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.
E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.”
(Mateus 25:41-46)

Castigo eterno? Iniqüidade? Quem se sentiria bem ouvindo uma pregação sobre isso? Mas a questão é que todos nós precisamos, constantemente, sermos lembrados disso. Não para que sirvamos a Deus por medo, ou por interesse, mas para que amemos o Senhor cada dia mais, pois foi com o derramamento do seu sangue na cruz que ele nos livrou da condenação do inferno.

Quem não é lembrado da gravidade do seu pecado e do perdão que foi concedido não terá nenhuma consideração por quem o perdoou. Quanto maior a noção da nossa culpa, maior o amor por aquele que tomou sobre si a nossa condenação (Lc 7:47; 2Co 5:14; 1Jo 4:19). E quanto maior a conscientização (fé) de que Jesus morreu por causa de nossos pecados, maior será nosso arrependimento e mais rápida será nossa regeneração.

Mas em muitas igrejas não se prega mais sobre pecado, inferno, arrependimento e regeneração. A única preocupação dos pastores dessas igrejas é fazer com que o visitante se sinta bem, a fim de mantê-lo como membro. São igrejas onde o culto é quase um show musical, recheado de entretenimento, com uma pregação curta e agradável de ouvir. Tudo com uma boa dose de emocionalismo, para que o visitante experimente a mesma sensação de ter assistido a um bom filme no cinema. Desta forma, eles conseguem não somente fazer com que o visitante volte, mas que se torne o mais novo membro dessa igreja, que o faz sentir-se tão bem. Mas, eis a verdade: o que tais igrejas estão fazendo é conduzir seus membros, confortavelmente... para o inferno. E o pior é que eles pensam serem salvos!

Sendo assim, qual o parâmetro para se escolher uma boa igreja?

Devemos responder a essa pergunta à luz da Palavra de Deus. No entanto, como este não é um tratado teológico, não há necessidade de nos aprofundarmos demais no assunto. Basta que, à luz da Bíblia Sagrada, saibamos o básico acerca do que é uma verdadeira igreja. Portanto, se você procura por uma boa igreja, procure por, pelo menos, duas coisa imprescindíveis: edificação e frutificação.

Edificação
(Mt 28:20; At 2:42; 11:26; 20:27; Rm 6:17; 15:2; 1Co 14:12,26; 2Co 12:19; Ef 2:22; 4:11-12,16,29; Cl 1:6,10; 2:7,19; 2Tm 4:2-3; 1Pe 2:2,5)

Uma boa igreja é composta por membros que são edificados, ou seja, que crescem espiritualmente. Isso significa não continuar na prática dos pecados de outrora, mas crescer na santificação, no amor a Deus e ao próximo. Seus membros não são como meninos, enganados por novas doutrinas, mas amadurecem na graça e no conhecimento do Senhor Jesus. Sendo assim, procure por uma igreja que ensine com fidelidade tudo o que Cristo ensinou, a fim de que nEle você esteja cada dia mais arraigado e seja cada dia mais edificado. Procure por uma igreja que instigue você a mudar, a ser uma nova criatura em Cristo Jesus, para a glória de Deus. Procure por uma igreja onde se anuncie toda a verdade, e não somente parte da verdade. Procure por uma igreja que realmente lhe edifique. Não perca seu tempo com igrejas que apenas usam o nome de Jesus, mas que raramente examinam o que ele nos ensinou. Fuja das igrejas que só pregam o que você quer ouvir, para sorrir e sentir-se bem, ao invés de pregar o que você precisa ouvir, para chorar e se converter. Fuja das igrejas que confundem a obra de Deus com ativismo religioso, ou seja, com eventos e mais eventos, para os quais há tanto desgaste e tão pouco benefício espiritual. Fuja dessas igrejas que estão mais preocupadas em edificar templos, do que em edificar vidas.

Frutificação
(Mt 5:16; 7:12,21; Lc 6:46; Jo 13:15,34; 15:12; 1Co 11:1; 13; Gl 2:10; Ef 5:1-2; Fp 3:17; 1Ts 1:6-7; Tt 1:16; 2:7; 3:8,14; Tg 1:22,27; 2:14-18; 1Pe 1:22; 2:12,21; 1Jo 3:16-18; 4:20-21)

Uma boa igreja não é apenas o local onde se ensina sobre Cristo, mas é a reunião de pessoas que querem praticar o que Ele nos ensinou, vivendo sob seu senhorio. Portanto, perceba se os pastores são verdadeiros imitadores de Cristo, ou se pregam o que não vivem. Note se eles motivam os membros a praticar o que Jesus ensinou, tanto por suas palavras quanto por suas ações. Obviamente, não existe igreja perfeita, mas isso não deve ser usado como desculpa para que seus membros não procurem se parecer com Cristo, a começar pelo pastor. Dessa forma, procure por uma igreja na qual seus membros dão fruto, ou seja, se esforçam em santificar-se e fazer o bem ao próximo, a começar pelos irmãos da mesma fé. Esse é o resultado natural de uma igreja cuja pregação está voltada para o que Deus espera de nós, e não para o que nós esperamos de Deus. Por conseguinte, fuja das igrejas que ignoram os mais pobres e que não se importam com missões. Fuja das igrejas onde cada membro só se importa consigo mesmo, em como ter mais prazer, ficar mais rico e ser mais bem sucedido. Fuja dessas igrejas que não dão o fruto que Deus espera de nós: o amor ao próximo.

Eu poderia relacionar outras características de uma boa igreja, mas percebo que todas as demais derivam destas que mencionei acima. Se uma igreja ensina o que Cristo ensinou e busca meios para se promover a prática dos seus ensinamentos, o restante é conseqüência e surgirá naturalmente.

Mas, antes de concluir, preciso deixar um alerta. Paulo profetizou que nos últimos dias haveria uma grande inversão de valores, na qual, entre outras coisas, muitos crentes procurariam se reunir ao redor de pregadores que só dissessem coisas agradáveis (2Tm 4:3). Os crentes seriam egoístas, amando mais a si mesmos do que a Deus (2Tm3:1-5). Ora, você não vê? Esse tempo já chegou! Minha oração é que você também perceba isso e não seja esse tipo de crente.

Portanto, não procure por uma igreja onde você se sinta bem. Esqueça isso! Sentir-se bem não é o melhor parâmetro para se procurar uma boa igreja. Pois o que importa não é como você se sente, mas o quanto você cresce espiritualmente. Ainda que para alcançar este crescimento você precise ouvir muitas pregações incômodas, pregações que poderão lhe entristecer a ponto de até lhe fazer chorar. Mas, não se preocupe, “porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação”, tal como Jesus nos prometeu: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.” (Mt 5:4; 2Co 7:10)

Alan Capriles

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

AMIZADE - O MELHOR DA BLOGOSFERA

Compartilho algumas fotos da visita que fiz ao meu amigo René e sua família. Dessa vez, além de minha esposa, pude levar também meus filhos e uma amiga deles, aproveitando suas férias escolares. Como se pode constatar, o René mora num local paradisíaco, às margens de uma cachoeira. Mas não foi para deixar os leitores com água na boca que decidi compartilhar esse momento de lazer.

Pra quem não sabe, o René e eu nos conhecemos através de nossos blogs, trocando comentários acerca de nossos artigos, que versam sobre assuntos parecidos. Apesar de nem sempre concordarmos em tudo, temos algo em comum que é muito importante: o entendimento de que nossas divergências não nos torna inimigos, mas estimulam nossa reflexão. E é por essa razão que divulgo as imagens desse dia inesquecível, a fim de que sirva de exemplo para outros blogueiros.

Assim como descobri no René um grande amigo, penso que muitos blogueiros fariam ótimas amizades se tratassem uns aos outros com mais amor. Aliás, não foi isso que nos ensinou Jesus, a quem dizemos seguir?

Alimento a esperança de que algum dia haja um pouco mais de tolerância e cordialidade na blogosfera. Sei que há pessoas difíceis de se lidar, mas isso não é justificativa para se tratar com desprezo ou arrogância os que discordam de algo em nossas postagens. O problema é que muitos esquecem que os textos e comentários postados na internet são escritos por pessoas reais. Pessoas com sentimentos, com histórias diferentes, com diferentes níveis de crescimento espiritual, e com todo o direito de não pensar como eu, ou como você.

Portanto, a maneira cordial como gostamos de ser tratados é a maneira como devemos tratar as pessoas que comentam em nossos blogs. Porque são pessoas. Porque são reais. E porque não há nada melhor na blogosfera do que fazer uma verdadeira amizade.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O SEMEADOR DA PARÁBOLA E SUA RESPONSABILIDADE


Por Alan Capriles

A chamada parábola do semeador é uma das mais conhecidas parábolas ensinadas por Jesus. Seu correto entendimento é tão importante, que sua explicação consta de todo os evangelhos sinóticos.

Mas, a despeito de sua explicação aparentemente clara, penso que algo muito importante esteja faltando no entendimento correto da explicação dada pelo Senhor. Trata-se da responsabilidade do pregador, ou seja, daquele que semeia a palavra.

Digo isso porque a parábola do semeador é quase sempre explicada sob o ponto de vista dos solos e não de quem semeia. Aliás, alguns crêem tanto nisso, que preferem chamá-la de “parábola dos solos”. Segundo esses teólogos, a culpa da semente não dar fruto seria exclusivamente do solo na qual ela caiu, ou seja, do coração na qual a palavra foi semeada. Nenhuma culpa teria o pregador se a palavra não der frutos, mas tão somente seus ouvintes.

Pois bem, discordo dessa interpretação. Mas antes de explicar minhas razões, preciso reconhecer que durante anos também pensei como a maioria, tirando qualquer culpa do pregador quanto ao resultado de sua mensagem. O que me fez despertar para o correto entendimento dessa parábola foi uma palavra-chave, que consta da explicação dada pelo Senhor segundo o evangelho de Mateus.

A palavra-chave é o verbo “compreender” que aparece no início e no final da explicação dada por Jesus. Segue o texto, com essa palavra em destaque:

Mateus 13:18-23
18   Atendei vós, pois, à parábola do semeador.
19   A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20   O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;
21   mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
22   O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.
23   Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.

Perceba que a explicação começa se referindo àqueles que não compreendem a palavra e termina com os que a compreendem. Desta forma, podemos concluir que entre um e outro estão aqueles que “compreenderam mal” a boa nova do reino.

A fim de que isso fique bem esclarecido, estarei analisando a seguir essa mesma passagem, comentando [entre colchetes] cada tipo de solo onde o semeador lançou a semente. Lembre-se que o foco dessa parábola é o semeador, ou seja, aquele que semeia a palavra. Prova disso é que o próprio Jesus, ao iniciar sua explicação, chamou-a de parábola do semeador.

Mateus 13:18-23
18   Atendei vós, pois, à parábola do semeador.
19   A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.

[Não a compreendem por quê? Porque, na maioria das vezes, o semeador (pregador) não explicou a palavra. E é um fato lamentável que seja cada vez menor o número de pregadores que exponham com fidelidade a palavra de Deus. Ora, se nem o pregador sabe o que é o evangelho, como esperar que seus ouvintes o compreendam?]
___

20   O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;

[Por que esse ouvinte recebeu logo a palavra e com alegria? Ora, porque ele compreendeu mal a palavra. E a culpa, mais uma vez, é do pregador, que não lhe alertou sobre as provações que necessitam passar os que se convertem a Cristo. A fim de conseguir um número maior de decisões, esse tipo de evangelista encobre o fato de que seguir a Cristo implica em se carregar uma cruz. Por essa mesma razão é que esse ouvinte recebeu “logo” a palavra, porque o pregador lhe pressionou a tomar uma decisão emocional e não a considerar os custos de seguir a Cristo. São apelos assim, superficiais, que são realizados hoje em dia, feito por pregadores mais preocupados com números do que com a genuína conversão de vidas. Mas o próprio Jesus sempre testava a decisão dos que queriam segui-lo. Sendo assim, devemos desconfiar da veracidade da conversão daqueles que alegremente recebem a Cristo, sem lágrima nos olhos, como se o Caminho da verdade fosse um passeio no parque]

21   mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.
___

22   O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.

[Como isso foi acontecer? Ou melhor, devemos nos perguntar: por que esse ouvinte continuou entretido com o mundo e fascinado com as riquezas, mesmo se dizendo cristão? Sem dúvida, porque o pregador não lhe explicou que seguir a Cristo significa renunciar a si mesmo. Antes, pelo contrário, prometeu-lhe uma vida de prosperidade, como se fosse possível amar a Deus e continuar amando ao dinheiro, ou ser amigo de Deus e do mundo ao mesmo tempo. São pregadores que misturam a verdade com a mentira, criando expectativas mundanas em seus ouvintes. Atualmente existem igrejas cheias desse tipo de pseudo-cristão, que busca a Deus por interesse, pelo ter e não pelo ter, gente que nunca chega a se converter completamente. Mas estão lá, dizendo ser da igreja. Aliás, prega-se prosperidade com esse fim: encher a igreja, ainda que seja de bodes e não de ovelhas]
___

23   Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.

[Por que esse ouvinte frutificou? Porque compreendeu a palavra. E por que ele a compreendeu? Ora, porque o pregador demonstrou verdadeiro amor por ele, tendo a paciência de lhe explicar bem a palavra do reino, que é o evangelho da salvação. Salvação, não apenas do inferno pós-morte, mas de sermos um diabo nesta vida. E reino, não apenas como evento futuro, pós-apocalíptico, mas um estado presente de ser uma nova criatura em Cristo, que significa viver sob o seu reinado, dando frutos de santidade e de boas obras, em amor e para a glória de Deus.]
___

Conclusão

Como se percebe, Jesus não estava equivocado ao intitular este ensino de Parábola do Semeador. A semente é boa - aliás, excelente - o problema está, antes de tudo, no despreparo de quem semeia.

Alan Capriles

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O QUE É NOSSO? O QUE É DOS OUTROS?


"Porque nada trouxemos para este mundo
e nada podemos daqui levar." (1Tm 6:7)

Certo dia uma moça estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um aeroporto. Como ela deveria esperar por mais de uma hora, resolveu comprar um livro para matar o tempo.

Também comprou um pacote de biscoitos.

Sentou-se numa poltrona na sala Vip do aeroporto, para que pudesse descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um homem. Entre os dois, um pacote de biscoitos. Mesmo distraída com a leitura, ela percebeu que quando pegou o primeiro biscoito, o homem também pegou um. Isso a deixou indignada, mas não disse uma palavra. Apenas pensou: "Mas que cara de pau... Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um fora para que ele nunca mais esquecesse."

A cada biscoito que ela pegava o homem também pegava um.

Aquilo a deixou tão indignada que nem conseguia reagir.

Restava apenas um biscoito e ela pensou: "O que será que esse "abusado" vai fazer agora?"

Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela.

Aquilo a deixou bufando de raiva.

Ela guardou seu livro, pegou suas coisas com violência e se dirigiu ao embarque, bastante zangada.

Quando sentou, confortavelmente, em sua poltrona no interior do avião, olhou dentro da bolsa e, para sua surpresa, o pacote de biscoito estava ainda intacto.

Ela sentiu enorme vergonha, pois quem estava errada era ela, e já não havia mais tempo para pedir desculpas.

O homem dividiu os seus biscoitos sem se sentir indignado, enquanto que ela tinha ficado muito transtornada, pensando estar dividindo os dela.

PENSE NISSO:

Quantas vezes, em nossa vida, nos aborrecemos por conta de nosso próprio egoísmo?

Será que não estamos comendo os "biscoitos" dos outros, e não temos a consciência disto?

DEIXAI-OS


Já cansei de participar de debates em comunidades, fóruns e mesmo blogs na internet, gastando minutos e até horas de meu precioso tempo para defender minha opinião. Não foram poucas as vezes que deixei de estar com familiares e amigos para debater com pessoas que, muito provavelmente, não dão a mínima para quem sou. Mas, como acabo de dizer: cansei.

E o meu cansaço não se deve apenas ao acúmulo de vezes em que debati pela internet. Estou cansado principalmente porque percebi o quanto é inútil discutir opiniões. Isso mesmo: inútil. Simplesmente não vale a pena qualquer tentativa de se tentar provar que está certo. Não vale a pena entrar em debates, discussões - é tempo perdido. Dentro de uma arena pública, como é qualquer espaço para comentários na internet, ninguém jamais assume estar errado. Eu, pelo menos, nunca vi alguém reconhecer seu equívoco dentro de um debate público. O orgulho não deixa. Mesmo quando uso textos e mais textos bíblicos, isso de nada adianta, porque me devolvem outro tanto de versículos a fim de se justificar qualquer heresia.

Agora mesmo, por exemplo, posso apoiar minha decisão com a passagem bíblica de Tito 3:8-10, que nos orienta usar nosso tempo com boas obras, que são “coisas excelentes e proveitosas a todos os homens”, e não com discussões e contendas, que “não tem utilidade e são fúteis”. Ou ainda, embasar meus argumentos com o conselho do Senhor aos discípulos, a respeito dos que lhe redargüiam: “Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.” Mas estou ciente de que, mesmo assim, valendo-me dos textos que o Espírito Santo usou para me dar essa direção, isso não é o bastante para calar os contradizentes. Fazer o que? Ora, “deixai-os”, foi o que o Senhor me ordenou fazer. E é o que estou fazendo.

Sendo assim, em obediência à direção do Pai, decido não participar mais desse tipo de coisa. Chega de me desgastar em debates. Não cairei mais nessa armadilha do ego, a de tentar provar que estou com a razão. Sei de pessoas que insistiram nessa tentativa frustrante e acabaram mal, algumas prejudicando a família, outras entrando em depressão. E a troco de que isso? De ser mais popular? De ter mais seguidores no blog? Mais “amigos” no facebook? Armadilhas do ego...

Foi por esse motivo que, num primeiro momento, retirei de meu blog o acesso aos comentários. Mas, em respeito à liberdade de expressão, voltei atrás. Decidi então por um caminho menos radical, que se resume em três resoluções, que compartilho e explico a seguir:

1ª) Não permitir mais comentários de anônimos, porque o anonimato serve apenas para acobertar os covardes e os mal educados, que só querem macular meu espaço;

2ª) Não permitir comentários de quem não segue este blog, porque não é coerente dar um espaço logo abaixo do meu texto para quem não assume se interessar pelo que escrevo;

3ª) Não responder mais a qualquer comentário, seja bom ou mau, porque senão cairei no mesmo erro novamente, o de gastar por aqui mais tempo do que com minha família.

Imagino como isso deve parecer antipático de minha parte, mas não é a impressão que desejo passar. Antes, tão somente espero que eu mesmo seja salvo de defender minhas opiniões, de não ser cegado pelo orgulho, exercitando assim a própria mansidão e humildade que almejo um dia alcançar, no mais absoluto respeito à sua própria liberdade de expressão.

Portanto, querido seguidor deste blog, conto com sua compreensão, orações e, é claro, com a continuidade de seus comentários, que serão sempre bem-vindos. E, de minha parte, vocês podem contar com mais textos, pois agora me sinto novamente leve e mais livre para escrevê-los, com a permissão e ajuda de Deus.

No amor de Cristo,
Alan Capriles

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PÉROLAS DE CANDIDATOS AO MINISTÉRIO PASTORAL


Cerca de 50,68% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo atual editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana Oswaldo Paião, com 1255 entrevistados de diversas denominações.

Aproveitando o ensejo publicamos, à guisa de ilustração, essas pérolas de respostas de um possível candidato, a um concílio que, virtualmente, o examinava para o ministério.

1. Definição de Trindade 
• "Trindade é o ensino de que Deus é uma pessoa que sai três dentro dele".
• "Ela ocorre quando Deus se manifesta como Pai, Filho e Espírito Santo".

2. O que ensina a doutrina das penas eternas?
• "Penas eternas é quando os salvos de lá do céu sentem penas eternas daqueles que perderam a salvação".
• "Penas eternas só quem tem é a pomba que apareceu no batismo de Jesus".

3. Quem são os anjos e quais são as classes ou categorias de anjos?
• "Os anjo são seres com asas, que moram no céu, e se devidem em: anjo quero-bem, anjo serafim, anjo-da-guarda e anjo de luz".
• "Os anjos são criaturas maravilhosas, rápidos no agir e devagar no fugir."
• "Os anjo se dividem em duas categorias: Os bãos e os ruim. Os bãos são o Gabriel, o Miguel e o Peniel. Os mau são Satanaiz, os demônios, como o Trancarrua, Zé Pilantra, Exú Boiadeiro, e hetecétera.

4. Como o pecado entrou no mundo?
• "O pecado entrou no mundo através duma serpente, que fingiu ser gente".
• "Discordo plenamente do meu colega ao lado, que acabou de escrever que foi através da maçã. Não foi maçã, mas foi outra fruta, chamada árvore do bão e do mau."

5. Quem escreveu o Livro de Apocalipse e para quem? 
• "O livro de Apocalipse foi escrito por João Batista, na ilha dos Plátanos, para todo aquele que tiver ouvido e ouva."
• "Foi João, para as igreja da Házia menor."
• "Não se recordo se foi Primeiro João, Segundo João ou Terceiro João. Foi um deles. E ele escreveu para umas igrejas que estavam dando poblema naquela época".

6. Defina Profecia.
• "Profecia é a capacidade que os profeta tem de mesmo estando no passado falar do futuro."
• "A profecia é uma declaração do profeta que deixa o povo esperando para ver se vai acontencer ou não."

7. O que você entende por calvinismo?
• "Calvinismo é um problema que dá no coro cabeludo, deficiência esta que acaba resultando em careca".
• "Calvinismo é quando Deus seleciona os que vão para o céu, e é o oposto do arminismo, que Deus seleciona os que vão para o inferno."

8. Por que Moisés não entrou na Terra Prometida?
• "Porque ele bateu a vara dele com toda a força na rocha, saiu água demais e ele morreu afogado".

9. Qual o nome dos doze apóstolos?
• "Se não me falha a memória, foram Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos, Pedro, Paulo, e Judas Iscarioca".
• "Só me lembro de seis: Dois Tiagos, Bartolomeu, Pedro, Céfas e Simeão. Mas apóstolo e ganho que ninguém vai lembrar os doze".

10. Qual o nome que se dá aos evangelhos não reconhecidos pela Igreja como Inspirados?
• "Evangelhos hipócritas".
• "São chamados de Livro de Mórmon" e "evangelho segundo o Ispiritismo".

11. Quais são os ofícios de Cristo?
• "Carpinteiro, e diga-se de passagem, um ótimo carpinteiro, melhor que o pai dele. E talvez soubesse fabricar vinho."

12. Quais as formas de governo utilizadas pelas igrejas cristãs?
• "Ditadura nas Assembléia de Deus, Patriarcal no G-12, Papai e Mamãe na Renascer, Franquia na Presbiteriana, Imperial na Episcopal, Papal no Catolicismo e Anarquizado nas Batistas."

13. Quais são os atributos de Deus?
• "Os que não pertencem a César."
• "Os comunicavéis, como a fala, por exemplo, e os incomunicáveis, ou seja, que não podem ser comunicados".

14. O que você entende por Escatologia?
• "Puxa vida! Eu tinha posto esta matéria como uma das últimas coisas a ser estudada, mas não tive tempo."

15. Defina expiação.
• "Uma coisa muito feia que os curiosos fazem".
• "Expiação é o que os expiões, como Josué e Calebre, fizeram, ao expionarem a terra de Caanã."
• "Expiação foi o que Jesus fez na cruz: Expiou e entregou o espírito".

16. Qual o significado da palavra Gênesis?
• "Para começo de conversa, Gênesis foi o escritor do Livro que leva o seu próprio nome. Mas o significado, em si, significa origem."

17. Onde Jesus foi batizado?
• "Na água".

18. Que ato divino libertou os Israelitas dos 430 anos de escravidão no Egito?
• "O Rei Faraó do Egito que governava a nação egípcia, saiu correndo atrás de Moisés. Moisés atravessou o Mar Vermelho em terra seca, mas quando Faraó pisou na areia, veio água prá tudo lado que nem o cavalo dele conseguiu sobreviver."

19. Como se deu a conversão de Saulo? 
• "O apóstolo Saulo estava indo para uma cidade, cujo nome não me lembro sei que é nome de fruta, quando derrepente uma lus brilhou no rosto dele. A voz disse: Saulo Saulo Saulo, de onde vens? E Saulo, já convertido respondeu: De percorrer a terra e de andar nela."

20. Escreva o que você sabe sobre Timóteo?
• "Era filho de Volóide, cujo filho era Timóteo."
• "Discípulo de Jesus que morou lá pelos lados da Grécia naqueles dias".

21. Que seitas judaicas havia nos dias de Jesus?
• "Farizeus, Sadomasoqueus, Filesteus e os Jamorreus".

22. Narre, em poucas palavras, o primeiro milagre de Jesus.
• "Depois que acabou todo o vinho, que não tinha uma gota, ele multiplicou o vinho."

23. Quais foram as atitudes de Pedro que o qualificavam como homem de personalidade impetuosa?
• "Quando ele viu Jesus chorando, gritou: "Lázaro, anda e levanta!"
• "Ele cortou as duas orelhas que o soldado romano tinha".
• "Pedro, na desfiguração de Jesus, quis subir no monte das oliveira para armar uma tenda para Jesus, Elias e Moisés".
• "Ele disse a Jesus: Antes que o galo cante, eu não te negarei três vezes".

24. Como o Espírito Santo de Deus foi derramado no Pentecostes? 
• "De cima para baixo".
• "Uns fogo apareceu nas cabeça dos dicipro, que começarum a falar em linguas, assim: Odecantalabaxurianéviamalafalhaasúbia."

Obs. É melhor entender esse texto como mera ilustração de uma trágica realidade.
______________

[Desconheço a fonte. Recebido por e-mail de Robson Gazeta., querido pastor e amigo]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...